do ya


Um dia, não importa quando, crescemos. E crescer dói. Nascer faz sofrer. Entendo que morrer não deve ser tão ruim assim. Só se cresce quando se vive. E para viver tivemos que nascer. A morte, não é um fim.

O amor, de um homem para uma mulher, só pode ser reconhecido quando se vive. E tal como a vida, ele nasce, cresce e morre. Se amor é vida, não tenho dúvidas. Mas coloco em questão se a vida poderia ser traduzida em amor. Acho muito improvável. Isto pertence apenas para membros de um clube. Um clube de elite.

Pessoas que viveram tão intensamente suas vidas e sentimentos, reconhecem o amor de uma mulher quando ela segura suas mãos de um forma tão única que ele é capaz de caminhar sozinho e ainda assim sentir a presença dela. Daí por que a morte não pode ser um fim. Ele será capaz de reconhecer o sorriso dela em rostos desconhecidos. Pode até mesmo sentir o perfume da pele dela naquele restaurante que nunca foram.

Mas o sinal mais importante: quando ele realmente a reconhece é quando tudo o que está em volta perde cores. Ele não ignora, reconhece a presença dos objetos e outras pessoas, mas tudo isso se torna cinza. Não existe um jeito fácil de lidar com isso. É necessário viver. E tudo isso irá crescer e pode-se até mesmo tornar-se uma calmaria depois de tempestades em águas sem terra firme próximo a ele. Mas ele irá sofrer de qualquer jeito. Terá sorte se sobreviver.

Nunca se sabe onde os ventos o irão levar. Ele irá ver de tudo pelo caminho. Sentimentos que nunca viveu e tentará inutilmente, quase como um vício, transmitir esta experiência para que seus semelhantes não precisem passar por isso. Pura perda de tempo.

P.S.: (atrasado) Viva o rock!