Dia D, 70 anos


BY ROBERT CAPA/© INTERNATIONAL CENTER OF PHOTOGRAPHY/MAGNUM PHOTOS

BY ROBERT CAPA/© INTERNATIONAL CENTER OF PHOTOGRAPHY/MAGNUM PHOTOS

 

Dia D, 70 anos

Há 70 anos, na manhã de 6 de junho de 1944, a Segunda Guerra começava a acabar. Mais de 150 mil soldados britânicos, americanos e canadenses desembarcaram nas praias de Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword, nomes-código, no noroeste da Fraça. A Muralha do Atlântico de Hitler começava a desabar. E um fotógrafo, aquele que para mim é o maior de todos, chegou junto com a primeira leva de soldados. Desembarcou na praia de Omaha junto com os primeiros soldados, aqueles que estiveram mais vulneráveis ao contra-ataque alemão.

Ele se chamava Robert Capa (1913-1954), o maior fotógrafo de guerra que já existiu. Aquele para quem “se suas fotos ainda não estão boas o suficiente é porque você ainda não está perto o suficiente”. Capa cobriu de perto, o mais perto possível, cinco guerras. Tornou-se famoso graças ao trabalho que realizou na primeira, a Guerra Civil Espanhola, em 1936, virou uma lenda com as fotos que fez na II Guerra Mundial, entre 1942 e 1945, e perdeu a vida ao pisar numa mina, em 1954, acompanhando o Exército francês na Indochina.

Capa relata em seu livro, “Ligeiramente fora de foco”, o desembarque na Normandia:

“A costa da Normandia ainda estava a quilômetros de distância quando os primeiros zumbidos inconfundíveis chegaram aos nossos ouvidos atentos. […] Se nesse ponto meu filho me interrompesse e me perguntasse: ´Qual a diferença entre o correspondente de guerra e um homem fardado?´, eu responderia que o correspondente de guerra consegue mais drinques, mais garotas, melhor pagamento e mais liberdade do que o soldado, mas que, neste estágio do jogo, ter a liberdade de escolher com quem seguirá e ter a permissão de ser um covarde sem ser executado por isso é a sua tortura. O correspondente de guerra tem sua aposta (sua vida), nas próprias mãos e pode colocá-la neste ou naquele cavalo, ou pode colocá-la no bolso no ultimo minuto. Eu sou um jogador. Resolvi ir com a primeira leva. […] Os alemães ainda tinham muita munição e eu desejava ardentemente que pudesse estar abaixo do solo por um tempo, para depois voltar a superfície. As chances de acontecer o contrário estavam ficando cada vez maiores. […] Um tenente chegou ao meu lado e perguntou se eu sabia o que ele estava vendo. Eu disse que achava que ele não devia estar vendo nada além da minha cabeça.

Vou te dizer o que estou vendo – ele sussurrou. – Estou vendo minha mãe na varanda de casa abanando a minha apólice de seguro.”

Foram necessários dois meses, 260.000 mortos e outros 200.000 capturados até a queda de Hitler. E com estes homens, de trincheira em trincheira, Capa os seguiu de muito perto.

Para conhecer melhor Robert Capa e as fotos do desembarque na Normandia, clique aqui.

Diários de viagem: São Paulo


Acordei ainda cambaleante. Estava feliz, honrado e orgulhoso. A noite foi de comemorações regada a vinho. Acabara de mudar para um lindo apartamento com uma grande varanda de frente para o Passeio Público, que certamente é um dos parques mais bonitos da cidade. Talvez do Sul do Brasil. É um edifício bastante elegante e com ótimos vizinhos. No primeiro andar mora uma corretora de imóveis, no segundo piso um casal de médicos, no terceiro uma charmosa fisioterapeuta e acima de todos eles, eu, Marcio Pimenta, o fotógrafo. Contei a novidade para os meus pais, que quase choraram de emoção por finalmente eu ter escolhido um apartamento para morar e não mais um hotel, pousada, flat ou apartamento mobiliado. O mundo se fazia um lugar feliz.

Como se a felicidade não pudesse ser maior, havia conhecido uma linda francesa em um café enquanto admirava as fotos de Robert Doisneau. “Vous est un photographe?”, me perguntou ela com um sorriso maravilhoso. Respondi que sim e a convidei para um café que se seguiu em rodadas de cerveja e, quando já era noite, algumas garrafas de vinho. No dia seguinte passeamos pelo Largo da Ordem e percebi que havia uma sintonia muito interessante entre nós. Nos despedimos e ficamos de nos encontrar qualquer dia.

O telefone tocou. Era da Aliança. Do outro lado da linha Tiziane Silva foi logo dizendo que tinha ótimas notícias.

A Fundação Rockefeller, através da Aliança Empreendedora, finalmente tinha dado autorização para início imediato do documentário sobre o modo de vida dos imigrantes bolivianos que vivem em São Paulo. Eles me pediram fotografias honestas o suficiente para que pudéssemos fazer um diagnóstico livre dos preconceitos que existem nos noticiários quando tratam do tema.

E a Aliança não poupou esforços escalando uma equipe de primeira grandeza para este trabalho.

Eis o nosso pequeno exército: Linda Mary, uma bela e elegante colombiana. Não sei se por timidez ou por experiência como ex-guerrilheira, nunca diz uma única palavra. Acho que nunca ouvi a sua voz. É a Big Brother da equipe. A divisão de relações públicas e institucionais está a cargo de Tiziane Silva, nascida em Marabá, Pará, que ao contrário da colombiana, fala bastante, mas consegue sempre ser muito pertinente e divertida, e tem novas idéias a cada três ou cinco minutos. A Chris Filizzola, filha de italianos fabricantes de balanças, uma moça doce e gentil, que torna-se uma fera quando provocada. É dela a responsabilidade da logística e apoio ao trabalho de campo, tarefa esta encarregada a mim, Marcio Pimenta, nascido em algum lugar por aí. Ainda tem a misteriosa Srta. Flag, assistente da Tiziane, e que eu não conhecia pessoalmente. Eu nunca entendi bem, mas eu não tinha autorização para falar com ela. Nossa comunicação se baseava nas mensagens criptografadas que me mandava diariamente. Apenas uma única vez ela deixou escapar em uma das mensagens uma foto de perfil. Não foi difícil perceber que a Srta. Flag era meio gorducha.

Só tem um problema, me disse a Tiziane. Temos que correr, pois o prazo está se esgotando para o envio do diagnóstico.

Só tive tempo de passar na Aramis para comprar um blazer novo e então voei para São Paulo. Eu seria o fotógrafo mais elegante caminhando pela Avenida Paulista. Em seguida fui para a casa dos Martins, uma família de origem portuguesa. Eles ficaram muito contentes de me ver vestido em um blazer tão bonito e das notícias sobre o apartamento novo e sugeriram que alguma comida e café preto poderiam tornar as coisas ainda melhores. Conversamos sobre política e direito constitucional.

Depois do café, expliquei para os Martins que eu não estava bem disposto devido as comemorações do novo apartamento e que para ser feliz tudo o que eu precisava era de uma cama e um bom livro.

Na manhã seguinte me encontrei com a Tiziane Silva e a Chris Filizzola. A Linda Mary e a Srta. Flag – a assistente roliça – participaram da reunião de forma virtual. Confabulamos entre animadas xícaras de café e chá de limão. O trabalho finalmente começava. Estava em ação outra vez.

Primeiro me apresentei para o padre da comunidade. Ele foi muito gentil e me deu informações bastante valiosas. Quando mencionei que precisaria fotografar algumas oficinas de costura para constatar se havia mesmo trabalho escravo, ele riu. Depois ele xingou duas ou três palavras em latim e me disse que eu jamais conseguiria tais fotos. Assim, confortado pela religião, fui ao encontro do Marcos, um boliviano que havia prosperado e agora tinha sua própria oficina. Me serviu um suco, que até agora tento decifrar o sabor, comemos saltenha e conversamos bastante sobre história e cultura latina. Concluímos que bolivianos amam os brasileiros e brasileiros gostam de bolivianos; que brasileiros não gostam dos Gringos e bolivianos odeiam os Gringos e os culpam por tudo de ruim que acontece na América Latina. Terminadas estas preliminares, abri sobre a mesa minha agenda Moleskine para iniciar as anotações. Depois de admirar a beleza e qualidade da minha agenda, o boliviano então me convidou para conhecer as instalações de sua oficina.

Nos noticiários sempre que se aborda o tema da recente imigração boliviana para o Brasil, não por acaso, há afirmações imperativas de que se trata de trabalho escravo. Eu estava ansioso para olhar isso com meus próprios olhos.

Fui até a rua Coimbra, no bairro do Brás, e por lá fiquei três dias consecutivos. Voltava todas as noites para casa, mas não sem antes me comunicar com a equipe. A Tiziane dividia uma garrafa de vinho branco comigo enquanto trocávamos idéias sobre nossas primeiras impressões. A Chris nos mandava mensagens de motivação e orgulho, a Srta. Flag se dizia curiosa e ansiosa por mais notícias e fotos e nos enviava novas informações de pesquisa. A Linda Mary não dizia nada, mas observava tudo.

Nestes dias imerso junto aos bolivianos eu vi de tudo. Sim, nos termos das leis trabalhistas, há jornadas de trabalho exaustivas e condições inadequadas. Mas o problema é mais complexo. E é por isso que o nosso projeto deu prioridade a uma fase de diagnósticos. Entre nossas primeiras impressões podemos afirmar que há uma forte motivação ao empreendedorismo e que se qualquer projeto ou reportagem jornalística decidir pela simples denúncia, poderá levar estas pessoas a uma fase ainda pior do que a que se encontram.

No dia seguinte conheci o Luis, proprietário de uma loja de linhas. Conversamos e ele ficou bastante animado quando mencionei a palavra “empreendedor”. Mas me fuzilou com os olhos quando eu pedi para fotografar os fundos da sua oficina.

– Que quieres cabrón?

Era uma pergunta bastante vaga, então pensei em dizer a ele que eu estava cansado e queria ir para casa. Lá, enquanto eu ficava na banheira, a francesa prepararia um café-da-manhã com café preto, ovos, presunto e queijo, torradas com geléia de amora e um croissant. Depois, eu vestiria um belo jeans e uma camisa de botões branca, ela faria um penteado especial e usaria seu melhor vestido de noite. Jantaríamos no melhor restaurante de Curitiba e pediríamos o melhor vinho da carta.

Se eu tivesse caráter, e coragem, suficiente, era isto que eu deveria ter dito a ele. Mas apenas disse que precisava fazer umas fotos dos fundos da sua oficina.

Ele disse que iria pensar.

Foi então que aprendi uma coisa muito importante sobre os bolivianos. Eles nunca irão te dizer não. Eles sempre dirão que irão pensar no assunto, que conversaremos no dia seguinte e que tenha calma que as coisas irão se resolver. É desta forma que eles te dizem não. E se você insistir, ele pedirá a outra pessoa para dizer não a você por eles.

No final, eu não consegui a permissão do Luis. Bom, de qualquer forma eu já tinha fotografias de outras oficinas, então agradeci e fui embora.

Na manhã seguinte recebi uma ligação dos Ferronato, uma família italiana que conheci em meus tempos no Chile. Eles me convidaram para uns dias em sua casa e me disseram que assariam costelas de porco e a geladeira estaria abastecida de tanta cerveja que nem mesmo eu poderia dar fim. Aceitei, claro.

Foi então que se iniciou uma disputa silenciosa entre os Martins e os Ferronato para serem meus anfitriões. Todos me prometiam um quarto exclusivo, café-da-manhã e novidades suficientes para conversas para todas as madrugadas. Quanto mais próximo do dia de eu ir embora, mais eles intensificavam os ataques. Os Martins então foram até as últimas consequências: “quando voltar, te levamos ao aeroporto!”. Os Ferronato responderam imediatamente, “faremos arroz carreteiro esta noite”. Agradeci a ambas as famílias e deixei as coisas calmas o suficiente quando prometi voltar em breve.

Ao retornar a Curitiba, na manhã seguinte fui tomar um café da manhã numa padaria e vi uma moça vestida com uma blusa branca. Tinha um sorriso cativante, um olhar curioso e uma voz suave. Ofereci café, mas ela recusou. Disse que preferia chá. Eu não tinha chá para oferecer. Conversamos animadamente e falei sobre o meu trabalho junto aos bolivianos. Ela sabia bastante sobre o tema. Falamos ainda sobre sociedade, política e até mesmo esportes.

Falei que precisava ir ao trabalho para escrever um relatório para a Fundação Rockefeller com as minhas impressões sobre os imigrantes. Me despedi. Voltei por um instante e perguntei a ela o seu nome.

– Srta. Flag, ela me disse. Sorriu e se distanciou.

A Srta. Flag não tinha absolutamente nada de gorducha. Tinha um corpo bastante bonito na verdade e é bastante tímida, deixando transparecer isso quando morde os lábios inferiores e em seguida fica com as bochechas completamente vermelhas, o que explica a dificuldade de comunicação que nós tínhamos. Me contou também que se casaria em breve.

E eu não tinha mais notícias da francesa.

Para ver a galeria completa de 20 imagens com imagens do documentário, clique aqui.

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Não morreremos educadamente


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Quem me dera ao menos uma vez
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste
Índios (Legião Urbana)

Nos últimos dias estive em uma expedição pelo Mato Grosso do Sul fotografando o modo de vida dos índios Guarani Kaiowá nas aldeias Teykue, Pindoroky e Jaguapiru. Foi uma viagem absolutamente transformadora e um reencontro com o meu estilo de trabalho. Da forma como gosto de sentir o que está em volta de mim e… click! Deixo para vocês um trecho do meu diário de viagem.

“O de sempre: pesadelos durante a noite, o último a acordar na aldeia (e já sentindo um certo orgulho disso) e café da manhã com café preto, téréré e uma fatia de bolo de milho.

Fico em silêncio enquanto reviso as fotografias já tomadas. Estou no quinto dia de viagem e não tenho nenhuma foto, absolutamente nenhuma, da qual me orgulhe. A expedição está quase no fim e eu não tenho a maldita foto. E o cenário não era nada animador. Na agenda do dia visita a algumas lideranças da aldeia, seguido de um encontro com o Pajé e, por fim, conhecer a retomada Tekoha Pindoroky. Aqui, um parêntese necessário, “retomada” significa ocupar as terras que um dia pertenceram aos seus ancestrais.

Eu sabia que somente a visita a Tekoha Pindoroky poderia render alguma fotografia interessante, do contrário eu teria que: 1) cancelar o almoço em Curitiba onde faria a apresentação das fotografias para um grupo de empreendedores; 2) reconsideraria o pedido de uma índia que desejava que eu ficasse mais tempo na aldeia e; 3) apagaria da minha memória os planos de passar o próximo fim de semana mergulhado em uma banheira bebendo algumas garrafas de vinho branco chileno.

Julguei que o encontro com o Pajé seria uma ocasião importante, e estava decidido a me apresentar com elegância. Retirei da mochila a minha ultima camisa limpa, uma Hering branca. Perguntei a Jari (avó da aldeia) se estava bonito e elegante. Ela balançou a cabeça acenando que sim. Tenho sérias dúvidas quanto a resposta dela, pois para tudo que eu lhe perguntava ela me respondia sempre com a mesma graciosidade. De qualquer maneira decidi acreditar nela e subi na motocicleta.

Percorri 15 km por uma estrada de terra vermelha e quente como o planeta Marte. Ao chegar ao local notei que misteriosamente a minha camisa branca e limpa agora tinha um forte tom de vermelho e suada como se estivesse acabado de jogar os 90 minutos de uma partida de futebol.

Talvez, por isso, o Pajé não tenha se impressionado muito com a minha roupa, e para falar a verdade, nem eu com a dele. Em termos fotográficos o encontro foi um desastre. Mas eu ainda tinha a visita a retomada Tekoha Pindoroky. Minha ultima chance. Era agora ou teria que cancelar o almoço, reconsiderar o pedido da índia e dar adeus a minha banheira e vinhos brancos.

Em 19 de fevereiro de 2013 um garoto saiu junto com o seu irmão para pescar em um rio que ficava localizado dentro das terras de um fazendeiro. Eles estavam fazendo o que qualquer garoto de 15 anos faria: não se importavam com cercas ou qualquer outro limite imposto pelos adultos. Ao contrário, quando temos 15 anos, infrigir regras só torna a brincadeira ainda mais interessante.

Mas ele era índio. Podia ser branco, negro, escolham a etnia que quiserem. Mas ele era índio.

O primeiro tiro lhe acertou a orelha. Deitado com a metade do corpo na água e a outra metade nas margens do rio, gritava de dor e desespero. Era noite. Seu irmão que o acompanhava, conseguiu fugir pela mata. A ultima luz que ele viu foi a de uma lanterna que apontava diretamente para ele. E foi desta luz que veio o segundo tiro que lhe acertou a garganta.

Estava morto.

Três dias depois os índios se organizaram e retomaram a fazenda. O fazendeiro que havia matado o garoto teve tempo para fugir com quase todos os móveis da casa.

Uma cruz foi firmada pouco acima das margens do rio.

Edenílson foi privado da sua adolescência, do sorriso, das brincadeiras, da família, da vida. A covardia e a estupidez falaram mais alto naquela noite.

Visito a sede da fazenda agora ocupada pelos índios. Está vazia. Nenhum móvel. Apenas uma bicicleta abandonada, dois cães vira-latas circulam entre os cômodos, duas cozinhas com fogões a lenha e uma cisterna de onde retiram água através de uma bomba elétrica. As paredes estão completamente sujas de terra com marcas de mãos e pés.

Vou fazendo as fotografias de todo aquele vazio. A bicicleta, os cães, uma das cozinhas. Decido entrar no que parecia ser a antiga sala de visitas. Há brinquedos espalhados pelo chão. Um vulto. E “click”. Não sou eu quem faço a foto, mas ela é quem me toma. A foto perfeita. A foto que é a mais perfeita metáfora. A foto que mostra que Denílson e muitas outras crianças foram privadas por uma barreira estúpida de viver a infância. Para ver a foto, clique aqui.

Nunca dou títulos para as minhas fotografias. Mas esta eu a chamo intimamente de “O fantasma”.

Um fantasma que lentamente irá assombrar governos, empresas nacionais e estrangeiras, latifundiários, órgãos da imprensa, e uma sociedade entorpecida pela conveniencia de se afirmar como pacífica e educada.

Não morreremos educadamente.

Atyma!

Para ver a galeria completa de imagens da expedição, clique aqui.

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Casa Hoffmann, Curitiba (PR), Brazil


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Construído em 1890, era residência e comércio de tecelagem, que pertencia a uma família austríaca. Até 1974, funcionou como armarinho. Mais tarde, se transformou em sede do Colégio Dezenove de Dezembro até 1996. Antes disso, em 1993, o prédio foi desapropriado pela Prefeitura de Curitiba para preservação histórica. Após a saída do colégio, um incêndio destruiu o local, mantendo intacta somente a fachada. Após uma reforma estrutural, a nova Casa Hoffmann foi reinaugurada em 2003.

A “Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento” é um espaço cultural no Largo da Ordem dedicado às danças, artes plásticas, teatro e educação. O local é frequentado por artistas e estudantes de Curitiba. Conta com duas salas para ensaios e apresentações, biblioteca, videoteca e oferece cursos sobre movimentos de dança, estética e filosofia, entre outros.

Fonte: Gazeta do Povo