Marinheiros, escritores e um barril de rum


É a saudade ou as tempestades quem trazem os marinheiros e escritores de volta para casa?

Partimos ontem com céu azul, sem nuvens, com mar de almirante. A tarde nos reservava uma tempestade com borrifos de água gelada. Os ventos ganhavam força e a água da chuva parecia vir de todos os lados. A água do mar banhava a proa. Surfistas involuntários das ondas.

Este era o mar possível. Mesmo com capas de chuva, o frio vencia o calor e parecia atingir nossos ossos. “Uma dose de rum”. Nas poucas milhas que já naveguei até aqui, nas poucas linhas que já escrevi, nunca vi um só marinheiro ou escritor que não tenha visto o sorriso da mulher amada no fundo de uma garrafa de rum. O mesmo que agora nos aquecia do frio, da saudade.

Chegamos ao porto quando já era madrugada. Olhos sujos, sem brilho, do marinheiro, mãos trêmulas, de frio, do escritor. Ambos lançando garrafas ao mar com uma única mensagem, “Um beijo para você”.

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