simplesmente únicas


Nunca encontramos nos braços de outras mulheres a beleza daquela que um dia amamos. Por que cada mulher é única e me afasto aqui de qualquer forma de questão existencialista ou outro debate filosófico sobre o indivíduo. Falo apenas da beleza particular de cada mulher.

As mulheres que passam por nossas vidas, nossas musas, não importa se amamos por uma noite ou por longos anos de carinho, lealdade e outros afetos incontestáveis deixam em nós lembranças que muitas vezes somente depois de três ou quatro doses de uísque somos capazes de revelar numa roda de amigos. Não vou enganar ninguém: na maioria das vezes é a primeira vez que revelamos a nós mesmos. Não se trata de uma fraqueza masculina, cultural ou algo do tipo. É que somos estúpidos mesmo.

A beleza de uma mulher é tão particular que, me perdoem as que gastam metade dos seus ganhos com produtos de beleza, mas saibam que o que fica para nós são as lembranças de seus gestos, o tom da sua voz, o carinho dos seus olhares, o andar, uma corrida para fugir da chuva. As vezes, uma corrida para brincar na chuva. O cheiro da pele, o sorriso de cada manhã. São estas coisas que as tornam únicas, que nos fará recordar para sempre.

É difícil para nós enxergar e depois reconhecer isso. Mas podemos sim estar num restaurante e lembrar do tom de voz que particularmente cada uma de vocês usam para pedir uma água que irá acompanhar o vinho que juntos tomamos muitas vezes. E quase sempre estes encontros terminam com seus lindos vestidos abandonados sobre o carpete permitindo que o cheiro da pele que se mistura ao perfume e que reflete a sua personalidade estejam conosco para sempre. Ou ainda, a elegância que se revela na delicadeza de um sorriso sincero e a paixão presente em seus olhares de medo, ternura e certeza.

Certamente não irei me recordar dos muitos sorrisos que já vi, mas seguramente nunca vou esquecer dos sorrisos que despertei ou me despertaram. E sorrisos são como identidade. Se a polícia organizasse uma fila de suspeitas e me pedisse para identificar pelo sorriso qual delas esteve na cena do crime, eu apontaria sem pestanejar: “Foi aquela ali”. E se, para ter certeza, o investigador afirmasse que na hora do crime havia apenas a luz do luar, eu pediria para que elas andassem de costas para mim e apontaria outra vez “foi aquela ali, tenho certeza, a luz banhava sua silhueta e, acredite em mim senhor policial, nenhuma mulher caminha com tanta elegância e beleza como ela. Já vi o suficiente. Que o juiz seja piedoso e dê a ela voz de prisão domiciliar. E minha casa está a disposição da Justiça para que a sentença seja cumprida”.

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6 comentarios el “simplesmente únicas

  1. Eu também guardo impressões assim sobre homens, e costumo dizer que não consigo me permitir detestar ou desprezar alguém com quem já estive algum dia. Sempre foi por um bom motivo, sempre foi por minha vontade e dele.
    É bom saber que você também tem essas impressões guardadas das mulheres que passaram por você.
    Em algum lugar, em algum momento, não importa.
    Beijos.

    • Obrigado pelo seu comentário Eloisa, você captou muito bem a idéia do texto.

      Beijos e volte sempre, a casa é sua

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